A agricultura de precisão já faz parte do dia a dia de boa parte dos agricultores. E, dentre todas as tecnologias e inovações dessa área, o uso do sensoriamento remoto na agricultura ganha importância e vem se tornando cada vez mais presente.

Segundo a publicação “Sensoriamento remoto: conceitos básicos e aplicações na agricultura de precisão”, da Embrapa, o sensoriamento remoto é uma tecnologia que consiste no tratamento, armazenamento e análise dos dados coletados de determinada área, permitindo maior conhecimento dos fenômenos existentes na superfície monitorada.

Mas você sabe o que é essa tecnologia como podemos usá-la da forma correta?

E a importância da capacitação de profissionais para que essa técnica de sensoriamento traga as informações desejadas pelo agricultor, você sabe qual é?

Veja todas as informações sobre o sensoriamento remoto e muito mais no nosso artigo de hoje. 

Sensoriamento remoto: Vários usos e possibilidades

O sensoriamento remoto (SR) é caracterizado como sendo uma técnica para obtenção de informações de um objeto ou uma área sem a necessidade de contato físico com o mesmo, com essa coleta de informações sendo indireta e ocorrendo muitas vezes à longas distâncias.

No vídeo abaixo, Miguel Monteiro, cientista do INPE, explica, em um sentido mais amplo, o que é sensoriamento remoto e a importância dos dados coletados e das metodologias para tratá-los.

Essa técnica é capaz de revelar dados geográficos e até mesmo históricos de quaisquer espaços naturais, como por exemplo, a distribuição das áreas florestais, ou o avanço do desmatamento em determinada região.

Esta tecnologia também pode ser utilizada para acompanhar o crescimento de áreas urbanas, fazer o mapeamento de riscos e aplicações marítimas, além de monitorar as mais diversas plantações e culturas agrícolas.

Por essa razão, a agricultura é um dos setores mais beneficiados quando o agricultor opta por adotar técnicas de sensoriamento remoto.

 

Sensoriamento remoto na agricultura: Variadas possibilidades e benefícios

A tecnologia de sensoriamento remoto tem grande potencial quando aplicada no setor agrícola. Veja a seguir quais são as informações que você poderá ter ao adotar sensores e sistemas integrados:

  • Estimativa de área plantada: Por meio de imagens coletadas, você consegue estimar toda extensão da plantação, podendo controlar e acompanhar o crescimento da área plantada.
  • Levantamento do número de plantas em determinada área: Com o uso das imagens e aplicando modernos algoritmos você pode conhecer a quantidade de plantas existentes e detectar áreas de menor densidade. Com isso sua plantação tende a ser otimizada, aumentando a produção e reduzindo custos.
  • Acompanhar a saúde das plantas e culturas: através das diferentes colorações das plantas coletadas via imagens é possível perceber aquelas plantas que não estão desenvolvendo de forma positiva e também as que carecem de determinados nutrientes ou de água.
  • Detecção de pragas na plantação: assim como no monitoramento da saúde das plantas, através da coloração das imagens você também consegue encontrar pragas e locais de baixa produção, se antecipando à possíveis quedas na produção.

Para saber mais sobre todos os benefícios e usos do sensoriamento remoto vale assistir a palestra do professor Gustavo Baptista, especialista no tema.

 

Como funciona o sensoriamento remoto na agricultura?

No sensoriamento remoto, a coleta de dados ocorre na maioria das vezes a partir do registro da radiação eletromagnética (REM). A mensuração da REM é obtida com base na reflectância do alvo que, no caso da agricultura, são as plantas ou a superfície do solo.

Estes sensores são bastante modernos e podem ser montados e utilizados em satélites, aviões, helicópteros e mais atualmente em drones, que têm possibilitado ótimos resultados ultimamente.

Vale ressaltar que os sensores utilizados para sensoriamento remoto podem ser de dois tipos: ativos ou passivos.

Os sensores passivos tem por característica responder a estímulos externos, ou seja, informações já existentes. Eles coletam a energia que é refletida ou emitida pela superfície da Terra. A fonte mais comum de radiação detectada de forma passiva é a reflexão da radiação solar.

Os sensores ativos por sua vez, utilizam estímulos internos para coletar os dados de determinada superfície. Podemos usar o exemplo de um sensor com canhão laser que projeta os raios na superfície e calcula o tempo que eles gastam para serem refletidos pela terra e retornarem ao sensor.

Todo este aporte tecnológico está aliado a softwares com algoritmos bastante complexos ou sistemas integrados que fazem análises de NDVI, o Índice de Diferença de Vegetação Normalizada, e revelam se há regiões com infestação de pragas, perda de biomassa ou estresse hídrico, por exemplo.

Todas as informações coletadas darão ao agricultor a possibilidade de tomar decisões muito mais assertivas, de acordo com suas necessidades e de forma muito mais econômica. 

Sem capacitação e boas ferramentas não há informação de qualidade

Na atualidade, o sensoriamento remoto é um grande aliado da agricultura, trazendo benefícios e facilitando a tomada de decisão, porém sem a capacitação de profissionais para transformar dados em informação e sem boas ferramentas isso é bastante complicado.

Para obter e usufruir das informações é necessário saber converter em grandezas físicas e em informação os números digitais presentes nas imagens de satélite ou de sensores. Isso apenas reforça a busca constante por treinamento e capacitação.

Por isso, vale buscar capacitação especializada em sensoriamento remoto para que você possa aproveitar todos os benefícios dessa moderna técnica.

Nessa capacitação você obterá os conceitos, técnicas e métodos fundamentais do sensoriamento remoto, demonstrando as especificações técnicas, erros, produtos possíveis de serem gerados, que o ajudarão na determinação de qual o tipo de imagem é necessário para uma determinada aplicação.

Também é preciso ter as melhores ferramentas à disposição. Afinal, a obtenção de informações só é possível devido ao desenvolvimento de modernos sensores e equipamentos de alto desempenho, tais como drones, que têm baixo custo e são de fácil controle.

Neste cenário, há variadas empresas que oferecem esse serviço de forma bastante eficaz. Vale fazer uma rápida pesquisa e escolher uma empresa que atenda suas necessidades e esteja sempre à disposição.  Nesse sentido, a Agrointeli é uma excelente opção.

Assim, se você pretende investir em sensoriamento remoto busque por capacitação técnica ou tenha o auxílio de uma empresa de consultoria nesta área. Busque ter também as melhores ferramentas à sua disposição.

Conclusão

Dentre todas as tecnologias associadas à agricultura de precisão, o sensoriamento remoto vem sendo amplamente difundido em fazendas e lavouras do Brasil.

Essa tecnologia vem sendo amplamente utilizada na agricultura, permitindo que o agricultor possa detectar pragas, estimar a área plantada e tomar decisões muito mais assertivas em prol de melhor produtividade.

Porém, sem conhecimento técnico e boas ferramentas o sensoriamento remoto não atinge o efeito esperado. Portanto, invista em capacitação técnica, tenha excelentes ferramentas de sensoriamento e tenha as melhores empresas ao seu lado.

 

Renato Borges

Filho e neto de produtor rural e sempre com a cabeça em tecnologia. Engenheiro de formação, criou a Agrointeli com intuito de democratizar a tecnologia no campo para pequeno e médio produtor rural.
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Resumo Técnico fornecido por Investing.com Brasil.

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