5 maneiras de evitar ao desperdício na colheita do milho - Agricultura do Futuro
colheita do milho
Sabemos que você fez toda a lição até agora, afinal de contas escolheu a semente de boa qualidade, fez a correção necessária do solo e acompanhou com cuidado todo o manejo posterior.

Estamos próximos de uma etapa não menos importante, a colheita do milho, e não iremos literalmente perder todo esse trabalho, pois ao menor descuido numa colheita de 240 sacas/ha poderá perder de 16 a 19 sacas/ha, segundo estudo da UEL.

Há perdas em toda a cadeia produtiva e podem acontecer por diferentes motivos desde o preparo inadequado do solo, atraso na colheita ou mesmo aparecimento de doenças e pragas, mas esse último será o motivo da nossa próxima conversa.

COMO DIMINUIR AS PERDAS DA COLHEITA DO MILHO?

 

1. PLANEJE SUA COLHEITA

Elabore o planejamento estratégico da sua produção, considere o tamanho da área, ciclo e variedades da cultura, disponibilidade da mão-de-obra, máquinas e silos.

Atente-se a responder questões como as destacadas a seguir:

  • Quantas horas de colheita/dia preciso para otimizar o processo?
  • Quantas colhedoras serão utilizadas? Vou precisar terceirizar?
  • A previsão climática habitual da região impossibilita a colheita na época planejada?
  • Quanto de mão-de-obra vou precisar?
  • Precisarei estocar o milho? Onde estocarei?
  • Que tipo de transporte vou utilizar?

As áreas devem ser divididas com carreadores, de forma a facilitar a movimentação da colhedora e o escoamento da colheita.

Diferença de produtividade das glebas, assim como desuniformidade nas condições da cultura no campo, também podem alterar a capacidade efetiva de utilização da colhedora.

Isto é, a quantidade de milho colhida em determinada área, por unidade de tempo.

Não esqueça de calcular as perdas e tenha em suas mãos dados reais da sua produção. Não queremos superestimar nada por aqui, além do que realmente for colhido, correto?!

Não se esqueça com a Agrointeli você terá em suas mãos um sistema completo para gerenciamento e otimização de processos que lhe economizarão tempo e dinheiro.

2. IDENTIFIQUE O MOMENTO IDEAL PARA COLHER O MILHO

O milho está pronto para ser colhido a partir do ponto de maturação fisiológica, quando cerca de metade dos grãos na espiga apresentam mancha negra no ponto de inserção na espiga (FIGURA 1).

No entanto, não havendo a necessidade de antecipação, a colheita é realizada pela maioria dos agricultores quando o teor de umidade dos grãos está em torno de 25%.

Se a umidade for muito alta há perda por esmagamento de grãos e se for muito baixa há maior acamamento, maior queda de espigas e consequentemente mais injúrias pela barra do cilindro.

Enfim, são muitas as possibilidades e por isso vale a pena conferir nosso outro post aqui.

Em resumo, monitore com mais rigor a umidade dos grãos e as condições dos talhões a partir da identificação do ponto de maturação.

Com a Agrointeli você consegue monitorar e saber qual é o melhor momento para entrar com maquinário.

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3. VERIFIQUE A VELOCIDADE DA COLHEDORA

A velocidade de deslocamento da colhedora durante o trabalho está intimamente ligada a capacidade de debulha.

Em velocidades excessivas combinadas com baixas rotações do cilindro, além da perda de grãos, há o embuchamento da unidade de trilha. Já em situação oposta, pode resultar num maior número de grãos quebrados e impurezas.

Para esse maquinário a velocidade é definida em função da produtividade da cultura do milho, por causa da sua capacidade em manusear toda a massa que é colhida além do grão.

A faixa de velocidade de trabalho varia de 4 a 6 km/h, mas em colheita, o trabalho é medido em toneladas/hora.

Para determinar o aumento ou a diminuição da velocidade, não se deve preocupar com a capacidade de trabalho da colhedora em hectares/hora, mas verificar se os níveis toleráveis de perdas de 1,5 sacos/ha são mantidos.

Exemplo de cálculo para uso da colhedora (Fonte)

Considerando-se uma colhedora trabalhando a uma velocidade de 5 km/h e com plataforma de quatro bocas espaçadas 90 cm entre si, em um campo cuja produtividade é de 6.000 kg/ha, a capacidade teórica de colheita é:

Capacidade teórica = ((5.000m/h)*(3,6m)) = 1,8 ha/h 

10.000m2

Se no período de uma hora foram colhidos 1,42 ha de milho, a eficiência de campo é igual a:

Eficiência de campo = ((1,42)*(100)) = 80%

1,8

No caso de colheita mecânica, são aceitáveis valores médios de eficiência de campo entre 70% e 80% ou, em outras palavras, 20% a 30% do tempo perdido em manobras, desembuchamento

4. ATENÇÃO À REGULAGEM E MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS

 

A regulagem incorreta das colhedoras resulta em expressiva perda na colheita, principalmente nos sistemas de corte e alimentação da máquina.

São diversos os fatores e soluções para perdas relacionadas a regulagem e manutenção da colhedora. Portanto, o trabalho preventivo e periódico das mesmas assegura que se mantenham funcionando adequadamente.

Fique atento para os fatores e suas regulagens!

  • Velocidade e posição do molinete, em relação a velocidade da máquina – a velocidade do molinete deve ser um pouco superior (15 a 20%) à de deslocamento da colhedora pela lavoura.

Para ajustar a velocidade ideal do molinete de 1 a 1,2 metros de diâmetro, faça uma marca na ponta do mesmo em relação ao seu eixo e regule a sua velocidade para: cerca de 9,5 voltas em 20 segundos, se a velocidade da colhedora for de até 5 km/hora; e de no máximo 12,5 voltas em 20 segundos, se a velocidade da colhedora for de 6 km/h.

Para molinetes de 90 cm de diâmetro, ajuste a velocidade do mesmo para: cerca de 10,5 voltas em 20 segundos se a velocidade da colhedora for de até 5 km/hora; e de no máximo até 15 voltas em 20 segundos se a velocidade da colhedora for de 6 km/hora.

A projeção do eixo do molinete deve ficar de 15 a 30 cm à frente da barra de corte e a altura deve permitir que os travessões com os pentes toquem no terço superior das plantas.

  • Rotação do cilindro trilhador – é regulada conforme o teor de umidade dos grãos.

Regule a abertura entre o cilindro de trilha/debulha e o côncavo. Para o milho (cilindro de barras), esta regulagem é feita de acordo com o diâmetro médio das espigas, para que o grão seja debulhado sem ser quebrado e o sabugo saia inteiro ou quebrado em grandes pedaços (FIGURA 3).

Quando colhido mais úmido, o grão é menos duro, mais maleável e mais difícil de ser debulhado. Portanto, exige maior rotação do cilindro para ser debulhado e, ao perder umidade, fica mais quebradiço, havendo necessidade de diminuir a rotação (faixa recomendada: 400 a 700 rpm).

Mantenha limpa a grelha do côncavo, verifique paralelismo entre cilindro e côncavo; e instale chapas de cobrimento do cilindro.

  • Regulagem do rolo espigador, das peneiras e do ventilador- perdas de grãos soltos são ocasionadas pelo rolo espigador e de separação, e estão relacionadas à regulagem da máquina.

O rolo espigador recebe, geralmente, no final da linha, um fluxo menor de plantas e, com isso, debulha pouco a espiga.

Nesse caso a chapa de bloqueio pode estar um pouco aberta, e/ou com espigas menores que o padrão entrando em contato com o rolo espigador.

As perdas por separação são ocasionadas quando ocorre sobrecarga no saca-palha, quando as peneiras superiores ou inferiores estão um pouco fechadas, quando o ventilador está com rotação excessiva ou quando há sujeira nas peneiras.

5. ACOMPANHE AS CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS DURANTE A COLHEITA DO MILHO

Se chover não se deve colher, pois o desempenho das máquinas ficará comprometido além do aumento excessivo da umidade dos grãos.

O não acompanhamento das condições climáticas pode gerar uma enorme dor de cabeça não só pelo prejuízo do atraso da execução da colheita bem como pela necessidade de nova programação, com maquinários e colaboradores por exemplo.

Certamente você não ficará mais a mercê do inesperado, pois a Agrointeli oferece todo suporte de análise meteorológica para aumentar a precisão da operação.

Com os mapas de chuva a um toque dos seus dedos, saberá quanto choveu e chove em cada parte de sua fazenda, pois a plataforma se integra a diversas estações meteorológicas que já estão no mercado e, o que lhe permitirá planejar atividades futuras e entender melhor os resultados atingidos.

CONCLUSÃO

Não se esqueça do capital humano, pois treinar adequadamente e reconhecer seu colaborador fara grande diferença em todo o sistema.

Planejamento seguido de monitoramento e execução irá conferir a você o sucesso do seu empreendimento.

De posse de todas essas informações e certa do bom uso das mesmas só me resta parabenizar-lhe por uma ótima colheita.

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Gostou do nosso artigo? Compartilhe-o nas suas redes sociais, afinal de contas informação é poder e nesse caso, é poder de decisão.

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Aline Sandim

Doutorado em Agronomia (Pós-Graduação em Agricultura, Relações água/solo/planta), UNESP - Faculdade de Ciências Agronômicas, Botucatu - SP, conclusão em 2016. Mestrado em Agronomia (Pós-Graduação em Agricultura, Relações água/solo/planta), UNESP - Faculdade de Ciências Agronômicas, Botucatu - SP, conclusão em 2012. Graduação em Agronomia, Universidade Católica Dom Bosco, UCDB, conclusão em 2009.
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